Geni e o Led Zepelim. Composição de Chico Page Buarque.
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Uma fraude autêntica é algo bem diferente de uma autêntica fraude.
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Por que as pessoas têm o costume de atribuir modalidades de relacionamentos afetivos que fogem da norma monogâmica a algum tipo de trauma, inaptidão ou carência? E mais: porque a norma monogâmica não poderia ser fruto de algum tipo de trauma, inaptidão ou carência? Quem é diferente é doente? Ou quem é igual que é? Ou nenhum dos dois? Ou os dois?
E se, de fato, se formos falar em “trauma” muitas pessoas estejam anestesiadas para ele (não que todas o sofram) e seguem se “traumatizando” sem serem capazes de buscar algo que não as “traumatize”. É burrice. É o mesmo que meter a mão no fogo, se queimar e continuar metendo a mão no fogo, esperando que um dia ele não queime, porque, por alguma razão, o certo seja isso. O que para alguns é fogo, para outros não é. Mas cabe a cada um saber o que, para si, é fogo e não é.
Leia mais sobre relacionamentos:
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Viver é uma surpresa. A única coisa que não é surpreendente é a morte, pois todos morrem (embora até a forma como se morre possa ser de surpresa). Mas se nada mais surpreende você, não se surpreenda se já estiver morto.
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Se você já me acompanha nas mídias (blogs, Twitter e Facebook), já deve saber que eu tenho múltiplos relacionamentos abertos.
Se não, recomendo que leia alguns de meus textos sobre o tema, nesta ordem, para saber porque eu escolhi essa modalidade de relacionamento afetivo para mim e o que eu penso disso:
Mas tem uma coisa que, em termos de relacionamentos afetivos eu não faço (bem, deve ter muitas outras coisas, mas estamos falando desta específica): relacionar-me com alguém que já esteja em um relacionamento supostamente fechado, isto é, compactuar com uma “traição”.
Por dois motivos em especial:
Enfim, as chamadas relações extra-conjugais, aquelas que as pessoas desenvolvem escondidas ou mesmo supostamente escondidas, são coisas de covardes, coisas de gente comum e eu quero conhecer pessoas sobrecomuns, sobrenaturais, sobreumanas, paranormais.
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A canção de David Bowie gravada por um legítimo astronauta.
No espaço.
Ficou lindo.
Eu acho que todo o mundo é um pouco Major Tom.
Planet Earth is blue and there’s nothing I can do.
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Eu hoje saindo da academia, tomando vitamina C na sheikeira.
Uma senhora nos seus 70 anos, sorriu e, sorrindo, me perguntou:
- Que que você tá tomando aí?
- Vitamina C – e mostrei balançando o frasco.
- Ah, bom! – aliviada – Pensei que fosse cachaça!
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As experiências mais importantes não são aquelas que mudam você, mas as que aproximam você daquilo que você realmente é.
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DICA: se você perder o celular e ele estiver no silencioso, ligue para ele e ouça o silêncio.
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Nenhuma qualidade ou defeito é monopólio deste ou daquele gênero.
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O dia em que a união entre duas pessoas do mesmo sexo não precisar mais ser chamado de “casamento gay”. Apenas de casamento.
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Se for o caminho errado, que ao menos seja belo.
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Uma criança falando pra mãe: “Tomate não é verdura! É vermelhura.”
Mentira. Fui eu.
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O problema de ser uma banda de um homem só é quando o grupo decide se separar.
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Qualquer realização artística – e tudo pode ser feito com arte – é uma tentativa de mostrar para si mesmo que não se está sozinho. Que se pode romper o cordão de isolamento entre o eu e o outro. Que o que se sente não é algo exclusivo, mas compartilhado por toda a humanidade. Que não se sofre ou que não se é feliz sozinho. Antes de mim, um grego chorou, triste, na época de Alexandre, o Grande. Muito antes desse grego, um egípcio sentiu-se apaixonar. Ainda, um índio, em 1700, pode ter se tornado repentinamente nostálgico, lembrando de um brinquedo de barro que ganhou de um velho de sua tribo quando criança. Um chinês, ontem, sorriu ao ver o pôr do sol. E, assim, através da arte acaba-se mostrando às pessoas que contemplam essa realização que elas também não estão sozinhas. O artista é como aquele centauro que, na tentativa de curar sua ferida, mesmo sem conseguir, acabava por encontrar o remédio, não para si, mas para os males de outros que o procuravam. A arte – entre outras coisas que talvez careçam de utilidade mas sobejam necessidade – serve para aplacar o sentido de solidão que, sem ela, nos devastaria.
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Sinto falta de encontrar você no meio do caminho e abrir um sorriso e os braços a uma quadra de distância. Porque era a pessoa que eu mais queria ver naquele instante que vinha ali, mesmo quando, eventualmente, eu não quisesse ver ninguém. De escutar você dizer meu nome no meio da escadaria, antes de chegar em casa. Dos ataques de carinho e dos nomes incompreensíveis pelos quais nos chamávamos. Das expressões que você inventava e que a revelavam muito mais poeta do que eu. Dos banhos demorados e do delineador cuidadosamente desenhando o olho. Das manchas de maquiagem na toalha. Do jeito que você pega no nariz quando fala de filosofia. De como observou que eu mexo a boca de um jeito quando estou pensando na palavra certa. De como deixou de observar. De poder brincar de ser criança e pensar que eu era aquele menino que ficou com a menina mais bonita da escola. De quando você dizia “não gosto” quando alguma coisa ruim podia acontecer e quando dizia “por favor” quando algo bom estava prestes a ocorrer, mais como promessa que como pedido. Da manjerona que na verdade era uma erva daninha fingindo ser manjerona. De como você preferia os móveis sem nada em cima. Da pinup na parede. De como eu me sentia em casa na minha própria casa (e como não me sinto hoje em lugar algum). De como você nunca reparou que eu abria a porta pra você porque isso não tinha importância mesmo, afinal, todo o mundo sabe abrir a porta do carro. De tomar café com você nos seus pais quinta à noite. Do jeito que seu cabelo tem uma faixa luminosa sob a luz, mesmo com o barulho do secador todos os dias, do qual também (até) sinto falta. Da cama aquecida com a bolsa de água quente amarela. Dos seus pés, de suas pernas, seios, do ossinho esquisito e desesperador, das suas tatuagens (da folha que faltou pintar, inclusive), dos seus olhos verdes, das suas mãos do tamanho das minhas. Da mesa enorme, de madeira, onde receberíamos os amigos quando fôssemos velhos. De como às vezes você preferia ficar dormindo a sair tomar café muito cedo comigo. De buscá-la em lugares. De deixá-la em lugares. De pensar em coisas pra agradá-la (de como era tão fácil de agradar). Até de quem eu era quando estava com você eu sinto falta. Do “mais do que tudo” e da estrela de que provavelmente viemos os dois em forma de poeira para, só então, nos fazermos gente, segundo Carl Sagan (embora não lembre como ela era ou se era quente demais por lá). Das coisas que você me dava e até das que não dava e das que jamais poderá dar – e que hoje tenho – sinto falta.
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Do que você chama um sujeito que se envolve em um relacionamento afetivo com uma garota que tem um relacionamento aberto – aproveitando-se desta estrutura – e, depois de ficar em definitivo com ela, pede para ter um relacionamento fechado?
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Para algumas religiões, tesão dá uma culpa danada. Mas a culpa, por outro lado, também dá um tesão danado. Assim, para ter uma vida BACANA, é só transformar esse círculo em virtuoso em vez de vicioso.
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Uma das coisas que me tornou uma pessoa não-religiosa foi ter sido uma pessoa muito religiosa na infância e no final da adolescência. Sou muito grato ao empenho da Igreja Católica Apostólica Romana.
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Acredite se quiser: já fui cabeludo, já fui professor de catequese, já fui palhaço. A parte do palhaço, eu sei, é fácil de acreditar. Difícil é acreditar é que eu ainda NÃO seja.
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A dissonância cognitiva acontece quando fatos e argumentos contrariam nossas crenças ou conhecimentos. Uma pessoa que não consegue lidar com um estado de dissonância cognitiva pode ser facilmente identificada pela negação violenta dos fatos ou da pessoa que revelou os fatos. Muitas vezes, através da negação física. É o famoso “partir para ignorância”.
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A amiga que engravidou do cara errado.
A amiga que se metia em encrencas financeiras e se casou com o cara errado.
E ela.
As três ali, conversando sobre as coisas que aconteciam e as coisas que aconteceram. De repente, do ponto em que se separaram lá atrás, vieram parar naquele em que se reencontravam e exibiam umas para as outras as coisas que coletaram enquanto andavam por diferentes praias durante aqueles anos todos.
E ela.
Ela contava para ele sobre aquele estranho momento em que as três conversaram novamente. Ele empurrava a areia com o pé, cavando um buraco com o calcanhar, distraidamente, e ouvia atentamente.
Estavam sentados sobre um pano para não sujar as roupas de areia enquanto olhavam as ondas que quebravam.
Lá longe, um grande navio. De vez em quando, alguém apontava um laser para a praia, fazendo desenhos abstratos na névoa noturna.
Talvez nenhum de nós tenha feito grande progresso nesses anos, talvez nenhum progresso seja suficiente, talvez ninguém precise ser de fato grande coisa. Talvez a gente só precise ter uma vida interessante. Não para todos os outros, não para um biógrafo, mas para si mesmo. Uma vida pequena. Uma vida pequenininha, mas interessante. Interessantezinha, pelo menos. O suficiente para ter alguém atento ouvindo se um dia você resolver contar uma passagem dela.
Coisas que ele pensava nos momentos em que parava de ouvir, quando ela parava de falar e ele não tinha nada a dizer. Coisas que pensava quando, de repente, um peixe.
Um peixe saltou do mar. Poderia ser qualquer coisa, pois só se viu o pratear por entre a escuridão da água sob a lua fraca daquela semana.
- Você viu? Você viu?
Ela vira. E a brisa, que sempre sopra fresca à noite por ali, trouxera o sorriso dela para seus ouvidos, de maneira que ele nem precisou se virar para sabê-lo.
A mágica de se estar olhando para o mesmo lugar quando um pequeno milagre acontece. Não precisar contar com a fé alheia.
E, quando os dois ainda estavam felizes com esse simples fato, ainda deu tempo de o peixe saltar duas vezes diante daqueles olhos pensativos, antes mesmo que a elasticidade dos sorrisos se desmanchasse.
As amigas estavam encantadas com a vida dela, mas sob certos aspectos achavam que deveria procurar ajuda psicológica. Parece que é errado ser feliz por determinados motivos.
Devagar, aproximou-se um rapaz. Trazia um violão. Em plena Copacabana, um rapaz arrastando um violão na areia se aproximou. Era um filme. O que mais?
Deram boa noite. O receio da intimidade invadida: sentou-se ao lado dos dois.
O receio do tempo a se perder: pediu para tocar uma música.
Era curta e curiosa, a música. Pediu para tocar outra. Também curta, curiosa e engraçada.
- Faço muitas músicas todos os dias! Esqueço todas.
Aparentemente chapado, despediu-se e foi embora. Manoel o nome dele.
As ondas quebravam de um jeito curioso ali, como explosões, em uma sequência muito ordenada e hipnótica. Ele nunca vira nada igual.
Uma mulher saiu da água. Um homem lhe disse algo que, dali de onde estavam, não pôde ser ouvido.
Caminhou na direção dos dois, que deram boa noite.
- A água está uma delícia. Não vão entrar? Sou de Minas e estou visitando minha namorada. Será que vocês a viram por aí?
Não, não viram, mas ficaram felizes por dar boa noite a alguém que segundos atrás ouvira palavras grosseiras. Um simples boa noite pode ser eu te amo a ouvidos estranhos.
- Ele só disse aquelas coisas que as mulheres estão acostumadas a ouvir…
E foi. Atrás da namorada.
Esperaram mais um pouco. Talvez tivessem mais algum encontro marcado para aquela noite e não soubessem.
Levantaram, molharam os pés e viram que a água estava geladíssima.
Voltaram para a casa, dela, pois, dali a pouco, esperavam um amigo e uma amiga.
Para treparem. Eles quatro juntos.
Algo aconteceu e os amigos não apareceram.
Coisas, então, acontecem. Mas não lembro se foram num dia anterior ou posterior.
Finalmente, ele a faz adormecer cantando músicas do Chico Buarque, lendo as letras no celular (na verdade, ficaram acordados mais um tempo, conversando, mas é mais bonito assim, dizer que ela adormeceu enquanto ouvia ele cantar) (e é mais bonito os parênteses dizendo que não foi bem assim)(e assim por diante, sucessivamente).
Difícil entender o que as amigas dela, a que casou e a que engravidou (e que na cabeça dele sempre se misturam num só amálgama), veem de tão errado na vida dessa mulher.
Não podia dizer sobre ela, apenas especular, mas dele, sim, podia dizer que a felicidade é uma coisa tremendamente simples e difícil de capturar. Como um peixe que, de repente, salta sobre as águas da praia de Copacabana.
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Se você se espanta com o que falo, é porque ainda não ouviu o que calo.
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Não existem mulheres “fáceis”.
Esse papel já é nosso, dos homens.
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Jamais se intimide pelo que as pessoas parecem ser mais que você. Quem compara sempre perde.
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Quando fui chamado a cobrir o lançamento da novela O Astro, em 2011, no desativado Presídio do Ahú, em Curitiba, achei mais interessante a imagem das pessoas que vieram para presenciar o evento que o próprio Astro. Cada um desses rostos conta uma história diferente e o rosto do astro conta a mesma história de sempre, embora, em sua individualidade, o ator certamente tenha a sua, única. Outra coisa que me chamou a atenção: a única coisa que separava o público do seu alvo de desejo era uma tíbia corda e bastava dar a volta para ultrapassá-la, coisa que fiz para fotografar o único ângulo que então me interessava. No fim, todos aceitam seus papéis bastando apenas um cordão fininho para delimitá-los e para que os aceitemos. A única que parece estar questionando isso – e digo parece porque é apenas uma impressão minha – é a senhora magrinha de cabelo avermelhado.
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Fotos minhas com orientação da fotógrafa Claudia Regina. Faça um workshop com ela: Workshop Dicas de Fotografia.
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Sempre que escuto um motorista que SUPOSTAMENTE está com a razão buzinar para outro que SUPOSTAMENTE não está eu penso: “Muito bem!! O outro deve ter aprendido uma importante lição agora!”.
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Núcleo Móvel de Investigação Cênica apresenta no COLETIVO DE PEQUENOS CONTEÚDOS:
Caronte é Carmem ou Panis et Circenses (Festival de Curitiba 2013)
Texto e direção: Manolo Kottwitz
Elenco: José Augusto, Rodolfo Gulicz e Giuliano Bilek
Orientação coreográfica: Angela Stadler
Produção musical: Gabriel Martins
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BRANCA DE NEVE em: Libelo Contra Vênus
da Sociedade Secreta Papa Joana
Compondo a Programação do 5 Coletivo de Pequenos Conteúdos – Festival de Curitiba (2013)
QUANDO:
02/04-16:00h | 03/04-19:00h | 04/04-22:00h | 05/04-13:00h | 06/04-16:00h
ONDE:
Teatro Universitário de Curitiba – TUC (Galeria Júlio Moreira – Largo da Ordem)
QUANTO:
R$ 20,00 inteira | R$10,00 (A venda nas bilheterias oficiais do Festival de Curitiba e no site)
SINOPSE:
A apresentadora do programa de culinária não pode parar nunca de sorrir, mesmo que seu coração esteja manchado de horror. A receita de maior sucesso é cozinhada no exato momento em que se ouvem gritos de alucinação. Há indícios de que alguém sabe além da conta.
FICHA TÉCNICA:
Direção: Daniela Passarinho | Elenco: Daiane Cristina, Janaína Fukushima | Promoção: Selvática Ações Artísticas / Gabriel Machado
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