Meu tipo de humor ou tão bom quanto Carlitos ou Jacques Tati

Talvez a única forma digna de rir das outras é, quando ao dar essa risada, rimos de nós mesmas. Não existe escárnio nesse sentimento. É um riso bom, mas melancólico, porque, ao rir, admitimos nossas próprias fraquezas. É o tipo de humor que Carlitos, Charlie Chaplin, fazia. Ou mesmo Jacques Tati.

Essas imagens tiveram a sorte de cair nas mãos de alguém de olhar sensível. Ela não o colocou em um site de humor qualquer onde serviria para o riso histérico e lólico da internet (um riso entediado que só acontece na tela, mas traz um rosto impávido a frente dela).

Preferiu uma trilha sonora diferente. E, apenas com esse detalhe, conseguiu transformar o nosso olhar para algo mais próximo do dele.

Tudo é uma questão de como olhamos para o mundo.

(vídeo enviado pelo Sandro Pacífico).

Você sabe com quem está falando?

Problemas dos novos tempos

Pessoas procurando depilação em ovo.

José Ângelo Gaiarsa falando sobre sexo

gaiarsa

Encontrei estes 13 vídeos de José Ângelo Gaiarsa falando sobre sexo. Ele tem uma visão muito especial sobre sexualidade e relacionamentos que eu gostaria de compartilhar com você. Veja todos os vídeos. Eu vi. Um é melhor que o outro e é muito bom ouvi-lo expressar suas opiniões. Infelizmente, na grande parte das vezes, o que ele disser entrará por um ouvido e sairá pelo outro, principalmente daqueles que hipocritamente dirão que concordam com tudo.

Se você tem problemas com nudez

nudez

Recentemente, um link que publiquei na fan page do blog Livros e Afins no Facebook, foi tirado do ar e minha conta temporariamente bloqueada por conta disso.

O link dizia respeito a um programa da TV brasileira que trouxe, pela primeira vez, pessoas nuas para o palco sem explorar nossa carência, nossos tabus, nossos preconceitos e nossas vergonhas de forma negativa como, habitualmente, é feito com pessoas muito mais vestidas do que, na ocasião, se viu.

Sobre isso, simplesmente citarei a autora Carolyn Latteier, de uma entrevista dada por ela em junho de 2002:

“Entrevistei uma jovem antropóloga trabalhando com mulheres em Mali, um país da África onde as mulheres andam com os seios nus. Estão sempre amamentando seus bebês. E quando ela lhes contou que em nossa cultura os homens são fascinados com seios, houve um instante de choque. As mulheres caíram na gargalhada. Gargalharam tanto que caíram no chão. ‘Quer dizer que os homens agem como bebês?’, disseram.”

Os mesmos homens que agem como bebês – e também mulheres, por ato reflexo – foram os que denunciaram aquele link, então censurado.

Os mesmos que lamentam a morte de Norma Bengell, protagonista do primeiro nu frontal do cinema brasileiro, foram os que tão engenhosamente censuram o nu frontal apresentado de norma saudável na tevê brasileira. Imagine que teve gente falando em atentado violento ao pudor. Não ouvi as palavras, apenas as li, mas consigo imaginar a ênfase que a pessoa deu ao termo “violento”. Violenta é a forma como o corpo humano é enquadrado, explorado e censurado e isso não tem nada a ver com a quantidade de roupa com que ele é coberto ou não coberto.

photo credit: ruurmo cc

© 2014 Alessandro Martins

Theme by Anders NorenUp ↑