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Leitores do Cracatoa Simplesmente Sumiu usam Fragmentos Fotográficos para definir perfis no Orkut
Uma das coisas mais legais depois de um tempo a desenvolver um trabalho sério é saber que diversas pessoas se identificam com ele.
Andei a fuçar no Orkut e descobri que muitas pessoas usam os Fragmentos Fotográficos para definirem seu perfil.
Algumas delas:
Ilana Copque - que se identifica com um personagem do Fragmento Fotográfico 10. Ou com pelo menos uma frase desse personagem: Amor? Só de vez em quando para não desbotar.
Simoninha - que, pelo jeito, se viu na heroína que salva a todos mas não a si mesma do Fragmento 45.
Raymisson S.T. - que talvez, um dia, tenha tido asas mas preferiu não usá-las, como no Fragmento 51.
A essas pessoas e a outras que talvez eu tenha esquecido, agradeço em nome de toda equipe envolvida, pelo reconhecimento aos Fragmentos Fotográficos, trabalho agora encerrado.
Dada por encerrada essa brincadeira, inicio o ano de 2007 com outra. Convido os leitores do Cracatoa Simplesmente Sumiu a identificarem o Fragmento Fotográfico com que mais se identificam e, a exemplo dessas três pessoas, colocarem um link para ele em seus perfis do Orkut.
Alessandro Martins | 12 de dezembro de 2006 | 07:06 PM
Madame Sher vende espartilhos para todo o Brasil e resgata a cultura da cintura na moda
(Importante: Cracatoa Simplesmente Sumiu NÃO VENDE ESPARTILHOS. Quem quiser adquirir um, por gentileza, procure uma das muitas opções do mercado. Nossa sugestão é o site de Madame Sher: www.madamesher.com).
Leandra Rios é mais conhecida como Sher ou Madame Sher nos meios da moda. Sua especialidade são os espartilhos, que vende em seu site, feitos sob medida para suas clientes. Seu atelier no bairro Paraíso, em São Paulo, recebe pedidos do Brasil inteiro, mesmo no clima tropical pouco indicado aos corsets. Para superar a barreira meteorológica, ela criou uma linha específica para temperaturas um pouco mais altas, a Tight Confort. O site de Sher é um dos mais completos do Brasil sobre o assunto, abordando desde a história dos espartilhos até a prática do tight lacing, que é a modelagem da cintura com o uso dos espartilhos. Além é claro, de servir de mostruário de todos os seus produtos.
É preciso muita pesquisa e know-how para fazer espartilhos?
Sim. É uma peça muito complexa e específica. Não basta saber costurar e modelar, você precisa fazer uma verdadeira especialização para fazer uma peça excelente.
Eles precisam ser sob medida?
De preferência, mesmo que não seja para tight lacing. Como o corset modela o corpo, se não for sob medida essa pressão pode ocorrer de forma a causar muito incomodo. Se levarmos em consideração a diversidade física das mulheres brasileiras é fácil entender essa necessidade.
A maior procura pelos espartilhos é como peça de vestuário ou como peça para a prática do tight lacing?
A maioria das mulheres se animam com a idéia do Tight Lacing por motivos óbvios. Há anos a cintura baixa tomou conta da moda, isso aliado a calças cada vez mais justas tem deformado o corpo feminino. É cada vez mais raro ver uma mulher de cintura fina, ao contrário, encontramos muitas mulheres com uma segunda cintura na altura das ancas. A necessidade de retornar a cintura fina é cada vez mais latente.
Você mesma pratica o tight lacing?
Sim, mas devo admitir que não sou uma tight lacer exemplar (risos). Nas épocas em que emagreço muito abro mão do corset para evitar ficar freak já que tenho cintura fina. Mas outra coisa é fato: não há nada melhor que retomar o treino quando percebemos o ponteiro da balança subir.
Existem homens que usam espartilho?
Sim. Alguns usam para manter a postura e segurar o abdomem.
O clima brasileiro não reduz o mercado para seu produto?
O nosso clima não é o mais propício para qualquer peça pesada, tanto que os corsets não são largamente utilizados como na Europa por exemplo. Justamente por isso desenvolvi a linha Tight Comfort.
Você faz em média quantos espartilhos por mês?
Isso é segredo (risos).
Quanto pode custar um espartilho?
De R$ 200,00 a R$ 950,00.
Existe um tipo de público específico?
O público é muito diversificado. Desde adoslecentes de visual carregado até senhoras discretas que usam por baixo da roupa.
Como surgiu a idéia de montar a loja online?
Na realidade foi uma necessidade. Chegou uma época que recebia muitos e-mails diariamente pedindo fotos dos meus corsets e explicações, então resolvemos fazer a site para otimizar meu tempo, já que tinha outras atividades.
Qual a sua formação para trabalhar com esse artigo?
É uma coisa de família. Minha mãe é modelista e sempre trabalhou com alta costura, então desde a fralda que lido com moda. Durante muitos anos sequer cogitei trabalhar com isso, era mesmo um hobby mas não sei fazer nada de brincadeira, sou muito perfeccionista.
Alessandro Martins | 4 de dezembro de 2006 | 08:39 AM
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A anorexia não é a única doença do mundo
Com a morte da modelo Ana Carolina Reston Macan por males decorrentes da anorexia - doença que induz à recusa
de alimento - o tema virá a tona nas próximas semanas até que o assunto seja novamente esquecido.
Mas três coisas chamaram-me a atenção enquanto eu pesquisava sobre o assunto.
1. De uns tempos para cá, os portadores da doença (90% meninas, 10% meninos) têm chamado os comportamentos de pró-ana - no caso da anorexia - e pró-mia - no caso da bulemia - para identificá-lo com estilos de vida.
2. Naturalmente, essas pessoas - que, como a maior parte das que têm um problema sério, se recusam a admiti-lo - sofrem ataques daqueles que querem convencê-las de que estão agindo errado. Uma das defesas, que li em um blog pró-ana, feita a alguém que disse algo ofensivo a elas foi algo como: “Aposto que você é como todo mundo, que ri quando uma mulher gorda cai da cadeira ou não passa na roleta.”
3. Eu li em um depoimento de uma portadora da doença, e que me pareceu estar muito certo, que a maior parte dessas pessoas sabe-se doente, embora não consiga admitir com convicção suficiente para buscar um tratamento. A questão está não no fato de que elas não queiram ajuda. Mas o mundo - e digo o mundo porque a coisa é ampla mesmo - não sabe a forma certa de se oferecer auxílio. Importante deixar claro, o auxílio existe. A forma de oferecer é que está errada.
Uma outra frase saltou durante a navegação de diversos sites favoráveis a anorexia. “Ame não o que você é. Mas aquilo que você será.”
Creio que todo o problema está aí. Nessa frase exatamente. Pois não existe escolha a não ser amar aquilo que você tem nesse instante. E, enquanto isso, para o mundo se mover é preciso que as pessoas acreditem que só serão felizes quando tiverem algo que está no futuro. Mas, quando o sujeito consegue finalmente aquela casa com piscina, percebe que não está tão feliz quanto imaginava que estaria. Quer algo mais.
A pessoa que sofre de anorexia não é diferente de nenhuma outra pessoa que, supostamente, repito, supostamente, não tem problemas. Ela apenas direcionou o seu amor e suas expectativas de felicidade para algo que nunca vai existir, ou seja, uma auto-imagem suficientemente magra.
Talvez eu queira um computador suficientemente veloz. Talvez você queira sexo em quantidade suficiente. Quem sabe, um outro queira ter mais dinheiro. Nada nunca vai ser suficiente. Então, todos querem ser felizes com algo que não existe.
O necessário para ser feliz, porém, está aqui. Bem no seu e no meu nariz. E isso é possível. Vivendo-se até debaixo da ponte. Até pesando-se 140 quilogramas ou mesmo 35 quilogramas.
Alguém precisa dizer isso para essas meninas e meninos. Que eles não precisam ganhar ou perder mais nada. Eles são amáveis do jeito que estão.
O problema não são eles. O mundo inteiro está doente. O mundo está doente quando alguém ri de um homem ou de uma mulher gorda. O mundo está doente quando nas passarelas só há mulheres que não são o padrão de beleza. Porque a beleza não tem padrão. Existem milhares de formas de beleza. E, acima de tudo, é preciso entender, aceitar e amar a sua própria forma de beleza.
Sim. Os cabeças do mundo da moda precisam mudar urgentemente o rumo das coisas para não serem lembrados no futuro, digamos daqui a cem anos, como patetas, tiranos e torturadores. Mas eu não preciso viver daqui a cem anos para saber disso.
Isto foi só uma interrupção para uma nota importante. Voltemos à programação normal.
Então, não creio que as anoréxicas precisem se esforçar muito para transformar sua doença em um estilo de vida com nomes glamurosos e disfarçados como “ana” ou “mia”.
Afinal, o mundo já vive esse estilo de vida nos mais diferentes segmentos. Elas só são o exemplo mais marcante do momento.
Alessandro Martins | 25 de novembro de 2006 | 12:27 PM
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É o vira
Faço aniversário no mesmo dia que José Saramago e Carla Perez. Talvez isso explique porque o que eu escrevo tem uma tendência a mostrar a bunda.
Alessandro Martins | 10 de novembro de 2006 | 12:58 PM
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Boss, sanfona e arquitetura dura.

Boss.

Sanfona.

Arquitetura dura.
Alessandro Martins | 13 de setembro de 2006 | 09:14 AM
Thiago bebendo água

Alessandro Martins | 12 de setembro de 2006 | 12:29 PM
Entendimento

Com Shana Bielkin.
Alessandro Martins | 12 de setembro de 2006 | 09:27 AM
Na cozinha

Alessandro Martins | 11 de setembro de 2006 | 02:36 PM
Concerto de sanfonas

Alessandro Martins | 11 de setembro de 2006 | 02:24 PM
Passagem de tempo

Olympus Pen EES2
Filme Asa 400 PB
Alessandro Martins | 8 de setembro de 2006 | 11:54 AM
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