Da próxima vez que nos virmos, quero que me surre tanto que eu esqueça meu nome e seu braço lembre de vidas passadas. Esse sou eu, procurando sarna pra me coçar, encrenca em que me encrencar, um carro pra me levar, um substantivo no infinitivo para rimar sem ser pobre e uma frase um pouco mais longa que quebre o ritmo, da vida, da métrica e do mar. Definitivamente, meu coração é esta forma de vida atrasada, um relógio apitando no aquário, um dente negro nascente no céu da boca do bicho dormindo no seu coração. Doer é uma forma de ter, sorrir é um jeito de estar, viver é melhor que morrer, esquecer é a memória lembrando como tudo era antes de ser. Da próxima vez que nos virmos, quero que me surre tanto que eu esqueça meu nome e seu braço lembre de vidas passadas.
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Olá,
Na verdade não é o texto, este em particular, que me fez vir aqui fazer um chichi nesta caixinha… antes todos os outros
e o fato de estar muito limpinha.
Alessandro, obrigado.