Domingo, passei pelo Largo da Ordem, à tarde. Havia uma fila gigantesca para um lugar barulhento, lotado, visivelmente desconfortável, em que, provavelmente, ainda por cima, cobrava-se para entrar, e onde a água custa, sei lá, uns R$ 10 reais por garrafa. Havia ainda mais gente na fila, do lado de fora, que no ambiente e todos aguardavam com um aspecto de paciência bovina, inclusive os últimos a chegar (que só conseguiriam entrar dali a umas 14 horas). Era um dia lindo de sol. Ainda assim, por alguma razão, aquelas pessoas, nas poucas horas de folga que têm em suas vidas, preferiam estar naquela fila que trazia a promessa de diversão, uma promessa que só seria cumprida através da concordância coletiva (visto que, se cada um pensasse individualmente, veria que aquilo nao era divertido). Por quê? Enquanto isso, nós andávamos por ali, aproveitando o sol e até encontramos um banco para observar sentados o poente enquanto tínhamos uma conversa agradável depois de irmos à exposição de gravuras de Miró. Tudo grátis e sem fila!