Se um bandido matasse minha família, claro que eu iria querer que ele fosse punido violentamente. Não procede essa questão, no entanto. Pois é esperado, é humano que o indivíduo se revolte e queira reagir violentamente contra as adversidades provocadas por terceiros. Mas a punição – sobretudo a de morte – não está nas mãos dele, mas nas da coletividade, representadas pela lei. Se aceito, promovo e incentivo a justiça com as próprias mãos, sozinho ou na diluição da responsabilidade garantida pela turba de um linchamento, estou rasgando as leis que garantem o meu próprio direito de ter um julgamento justo, caso isso seja necessário.