Acho que está em O Estrangeiro, de Camus, uma frase que diz que a condenação não é nada se comparada ao julgamento. Penso que seja bom que os julgamentos só sejam realizados por profissionais públicos e, ainda, (em tese) apenas quando estão investidos desse poder. Ninguém está em condições de julgar e condenar nada. Estamos todos de mãos sujas. Julgar, porém, parece fazer parte de nossos mecanismos de sobrevivência: devo ir com essa pessoa ou não? devo acreditar no que este está me dizendo? dou dinheiro àquela ou não? Talvez, a solução seja julgar apenas os fatos que nos dizem respeito instantaneamente, poupando ao máximo fatos, atitudes e pessoas que não nos dizem respeito imediato. Desafio qualquer, no entanto, um a percorrer a sua linha do tempo no Facebok ou no Twitter sem encontrar um julgamento leviano. Como este que você acabou de ler.