Ontem, no encontro do Alex Castro sobre relacionamentos não-monogâmicos (onde só conheci pessoas interessantíssimas), ao explicar o que eu fazia tive um insight muito interessante na hora de dizer quem “eu sou’ e “o que eu faço”: o meu trabalho é ter uma vida interessante para poder contar sobre ela às outras pessoas (em blogs, na minha newsletter, etc). Mas, no fundo, ao ganharmos uma vida, em essência, esse é um dos nossos trabalhos e responsabilidades. De TODOS nós. Porém, muitas coisas nos afastam disso e muitas vezes nos deixamos afastar. Curiosamente, duas das coisas que nos afastam disso são duas coisas que deveriam FAZER PARTE disso: trabalho e família. Deixamos de ter uma vida interessante ou deixamos de vivê-la plena e abertamente, ainda que seja interessante, para nos preservar diante da família e diante dos colegas de emprego e “superiores”.